sexta-feira, 23 de abril de 2010

Comentando a lição de domingo, dia 25 de abril - Diálogo e Ação (Adolescentes)

Pergunto-me, ao ler Apocalipse 4.1-11, sobre o meu papel, como aquele que está ao redor do trono de Deus, portanto, em íntima comunhão com ele.

1. Meu papel de adorador de um Deus totalmente Santo. Não podemos confundir as coisas aqui: adorar tem a ver com viver em santidade de vida, pois o Santo está cercado de pessoas "vestidas de branco". Isso significa duas coisas:

Primeiro: formos perdoados de nossos pecador e justificados pela fé para podermos estar ao redor do trono.
Segundo: Nosso compromisso é a ruptura com o pecado (santificação), por causa da natureza santa de Deus, que exige isso de seus adoradores.

2. Meu papel de adorador de um Deus totalmente Justo. Diz o texto: "E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus". Tenho muito temor a Deus, porque sei que ele não se deixa escarnecer. Sua justiça precisa ser promulgada. Como ele é misericordioso, fez-se justiça por nós, sacrificando-se em nosso lugar, na pessoa de Jesus, o Justo.
Não posso me ver como uma pessoa "justa", incapaz de errar, perfeita... Cabe-me, como adorador, contar com a justiça de Deus, mediante a fé em Jesus... Cabe-me confiar na promessa divina: "Dos seus pecados não me lembrarei mais..." Cabe-me aceitar o perdão e prosseguir para o alvo.

3. O conteúdo de minha adoração àquele que está assentado no trono: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir" (Ap 4.8b). Nada tem entristecido mais a Deus do que perceber esse desvio na adoração da igreja. Fala-se, hoje, mais do adorador do que do  Santo e Justo Deus, o adorado. Nossos cultos são voltados para o homem, suas necessidades e desejos... Talvez por isso nos falte comunhão e serviço, dois aspectos da verdadeira adoração ao Senhor.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Comentários do autor - Diálogo e Ação (2T2010) – Lição 4






Sobre a efervescência dos falsos ensinos no seio da igreja

Falsos mestres - réus de condenação e de juízo

Sempre haverá pessoas que se aproveitarão da boa fé dos outros, de sua ingenuidade, de sua inexperiência.
Na Bíblia, aqueles que assim procedem dentro das fileiras do cristianismo são chamados “falsos apóstolos”. Essa parece ser esta a estratégia de todos os inimigos do povo de Deus.
Prega-se, hoje, um “outro” evangelho, caracterizado pela ausência de doenças, pela prosperidade econômica, pela reorganização social e política. Os falsos pregadores do evangelho salvador de Deus estão debaixo de grave advertência. A mensagem de Deus não pode ser mudada.
Para lutar contra essa tendência, cabe-nos a tarefa de identificar esses esforços malignos nas comunidades cristãs. O apóstolo Paulo nos oferece uma descrição do modus operandi desses falsos ensinos em Colossenses 2:
Identificando os processos heréticos
1º - Usam de palavras persuasivas (v. 4) - os cristãos são convencidos por eles a afastarem-se do Senhor, por ouvirem palavras falaciosas. Em grego, "persuasivas" tem o sentido de "raciocínios falazes". 
2º - São filosofias sutis de caráter místico (v. 8). Paulo combatia essas tendências filosóficas gnósticas emergentes, que ensinavam uma série de ritos de passagem até chegarem à sabedoria de Deus. "Sutilezas" sugere uma aparência de verdade, por causa do linguajar sofisticado usado e da aparente ligação com as tradições religiosas existentes (sincretismo religioso com aspectos da religião judaica).

3º - Oferecem juízos de valor equivocados (v. 16) - Paulo combatia a ênfase em ritos religiosos para caracterizar o homem religioso. Promovem a ideia da autojustificação em vez da confiança na graça divina.
4º - São visões desconectadas de Cristo como Mediador (v. 18,29). Em Colosso existia uma ordem religiosa de "emanações" (deuses angelicais) que eram adoradas pelo homem, como "intermediários" para com o Todo-Poderoso.  Esse misticismo é fortemente presente em algumas culturas religiosas, hoje. Algumas, inclusive, de natureza cristã... A heresia é perigosa, pois não não outro Mediador entre Deus e os homens. senão Cristo.
5º - Tempo de vida limitado (v. 22). Tradições humanas passam. Somente a Palavra de Deus tem caráter permanente, sendo válida em todas as épocas e lugares. 
6° - Vida de aparência para a satisfação da carne (v. 23). No centro de qualquer heresia está a glorificação do homem, o culto em torno das necessidades materiais, a satisfação do "eu". Assim atua a teologia da prosperidade e, também, todos os cultos em torna da salvação pelas obras.
Infelizmente, vemos essas coisas acontecerem em nossos dias, quando pessoas afirmando ser porta-vozes de Deus, agem de modo irresponsável no meio da igreja, trazendo dor e confusão, e impedindo, por causa de seu comportamento, que outros creiam em Cristo.
Só os mensageiros que anunciam com integridade o evangelho da salvação, que liberta o homem do poder do pecado, podem assumir o verdadeiro papel do ensino bíblico.
Não nos abstenhamos de fazê-lo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A exegese do tema (aspecto gramatical)

Tema:
“Professores Comprometidos em Ensinarem Segundo o Coração de Deus”.

Divisa:
"Torna-te, pessoalmente,(1) padrão(2) de boas obras(3). No ensino(4), mostra integridade(5), reverência(6), linguagem sã(7) e irrepreensível(8) (Tt 2.7,8)

O texto grego oferece os seguintes sentidos...
(1) Torna-te, pessoalmente — Colocar-se como; oferecer-se como; dar-se como; proporcionar-se como...
(2) Padrão — marca, impressão, imagem, esquema, padrão moral, modelo.
(3) Obras — É uma forma de testemunho (Mt 5.16); não é para “aparecer” (Mt 6.1); é da natureza dos salvos agir assim (Ef 2.10; Tt 3.8); Deus espera mais “Tabitas” (At 9.36)
(4) No ensino — Refere-se às condições e meios necessários à realização da instrução (planejamento, organização, direção e avaliação das atividades didáticas, concretizando com eficiência as tarefas da instrução).
O ensino abrange tanto o trabalho docente como a atividades de estudo dos alunos. Pode haver instrução sem o ensino.
(5) mostra integridade —   oferecer uma mensagem genuína, pura, fiel ao “dono da mensagem”...
(6) reverência — de boa reputação, com seriedade e de modo digno.
(7) linguagem sã — sadia, que faz bem... Edificante... Terapêutica...
(8) linguagem irrepreensível — irrefutável, acima da crítica...



Textos da clínica de EBD – SIB da Pavuna, RJ

A pedido dos irmãos, eis os textos que estavam incompletos no material entregue aos participantes:

Texto de abertura
ENSINO FRUTÍFERO NA EBD



Você pensa a sua ação educativa objetivamente, ou seja, como tendo uma finalidade prática? O apóstolo Paulo pensava. Por isso, deixou um ensinamento prático para todas as gerações, em qualquer época. Falo do fruto do Espírito.


   O fruto do Espírito na vida do crente dá legitimidade e integridade à experiência cristã. O objetivo de qualquer ação educativa (seja de quem ensina aprendendo ou de quem aprende ensinando) deve estar voltado para essa finalidade: que possamos ser caracterizados pelo fruto (no singular) do Espírito, em suas várias manifestações.
   O fruto do Espírito é esperado como consequência natural da nova vida do salvo e, também, como salva-guarda de sua atual condição. Para Paulo, não frutificar quer dizer viver abaixo da expectativa de Deus.
   Será que estamos vivendo de acordo com o que Deus espera? Ou será que a gente se contenta com em viver pela média?  (como fazem aqueles que se contentam com 5 para passar de série na escola...)  
   O fruto do Espírito possibilita a comunhão do homem com Deus. Somente pelo Espírito o homem pode livrar-se do poder escravizador de sua natureza pecaminosa. É pelo Espírito que a existência humana pode ‘frutificar’.

   Eis nossa tarefa educacional (segundo Gálatas 5.22,23), do ponto de vista primário do professor, mas sem deixar de notar a presença do aluno no ato educativo:
  
• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) a amar a Deus, as demais pessoas e, também, o amor próprio.

• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) que é possível ser alegre, a despeito de tudo.
  
• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) o privilégio de descansar na comunhão com Deus, pela mediação de Cristo, na cruz.

• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) a necessidade da paciência com os outros e consigo mesmos, para vencer barreiras quase intransponíveis como preconceito, pobreza, injustiças.
  
• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) o cultivo de uma disposição bondosa, estando sempre dispostos a fazer o bem.

• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) que Deus exige nossa fidelidade, que sejamos puros na adoração e verdadeiramente sinceros.
  
• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) que gentileza, educação e respeito, ou seja, mansidão, não é sinônimo de fraqueza, mas de força interior.


• Ensinar nossos alunos (e aprender com eles) que podemos dominar nossos desejos e paixões, se estivermos motivados pelo senso de justiça e santidade que procede de Deus.

Se, como afirma SANTOS (Manual de Filosofia, p. 167), “o caráter é o aspecto psíquico da personalidade”, cada um de nós tem uma maneira original de agir e de se expressar diante da vida. De modo bem simples, o caráter é nossa atuação voluntária e consciente, em busca de autodeterminação no mundo. Deus quer que nossa atuação no mundo seja frutífera, como foi a de Cristo.
Se tivermos êxito na EBD, nós e nossos alunos teremos o caráter de Cristo seremos produtivos, no sentido do reino de Deus.

Comentários do autor - Diálogo e Ação (2T2010) – Lições 3 e 4


LIÇÃO 3 - 18 de abril

No Apocalipse, sete cartas foram escritas e enviadas às igrejas da Ásia Menor. Elas falam das percepções de Cristo sobre as comunidades cristãs. Cinco delas soam como fortes repreensões de comportamentos errados das igrejas. Outras duas igrejas são elogiadas e encorajadas.
COMENTÁRIO - sobre o caráter circular das 7 cartas: Muito se tem dito sobre o caráter "circular" das cartas de João descritas no Apocalipse. A tradição coloca esse apóstolo na comunidade de Éfeso, de onde poderia facilmente "despachar" mensagens para as igrejas da Ásia Menor. O total de sete pode ser "literal" ou "figurado" (o mais provável) representando a totalidade dos cristãos em todos os tempos e lugares, destinatários dessas importantes mensagens de cristo à igreja. 
COMENTÁRIO - o protesto de Cristo: Ainda é papel da igreja protestar contra a assimilação da cultura pagã, por seus componentes. Tal assimilação diminui o ímpeto evangelístico e missionário da igreja, uma vez que sua relação com o mundo é de simbiose. Paulo exorta sobre isso em Romanos 12.1,2 e constitui, também, advertência de cristo: ninguém pode amar a dois senhores.
A perda do entusiasmo ou falta de motivação tem raízes em pecados ocultos e continuados, na desnutrição espiritual (falta de ensino bíblico), ou pela intensidade do sofrimento (caso dos cristãos da Ásia Menor), quando não se tem o foco na direção correta (o olhar escatológico, que vê o futuro com a certeza da vitória da fé).
Todas as formas de deturpação das Escrituras são tentativas de Satanás de desvirtuar o foco da adoração na igreja. As heresias (literalmente, outros olhares sobre a fé) se constituem em ataques à estrutura básica da mensagem do evangelho. Muitos, usando da estratégia de desvitalizar a "tradição" recebida dos apóstolos e passada à igreja pelos ensinos do Novo Testamento, têm produzido movimentos religiosos heréticos, hoje. Sugiro a leitura do capítulo 3 do meu livro "Libertos para servir", disponível on-line no endereço
http://pastordavifreitas.blogspot.com/2010/01/libertos-para-servir-reflexoes-sobre-o_09.html
COMENTÁRIO - sobre a tarefa de evitar a mundanização ou secularização da igreja: Lembro aqui as palavras de Jesus, na sua oração pelos discípulos: "Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo". Ao contrário daqueles que estavam sendo fortemente atacados pelo sistema romano, havia aqueles que estavam perfeitamente adaptados. Essa "adaptação" se dá com perdas enormes para o crente.  O primeiro desafio para o cristão é o “presente século mau”(1.4), isto é, o estado de coisas que marcam a era em que se vive. Segundo as Escrituras, essa era é marcada pela pecaminosidade. Paulo mostra que Cristo já nos resgatou desse domínio, quando se deu na cruz por nossos pecados e, posteriormente, venceu a morte pela ressurreição. Não deixemos, portanto, que a mentalidade desta época, nas formas do materialismo, secularismo, ganância, insensibilidade, individualismo, sensualidade, rebeldia e tantas outras coisas, se imponha sobre nós! (Libertos para servir, Cap 8).
COMENTÁRIO - O encorajamento de Jesus : Há palavras de encorajamento nas cartas do Apocalipse, principalmente, aos cristãos que não se deixaram dominar e que resistiram, bravamente, muitas vezes, até a morte, por causa do testemunho cristão. Eles se baseiam na natureza do Messias,  a quem se dirigem as palavras de louvor e de adoração, pela vitória conquistada por ele, e de sua posição atual, no cosmos Senhor e Rei.


LIÇÃO 4 - 25 DE ABRIL
A soberania do trono celestial
Apocalipse 4.1-11

À época de João, existia um poder soberano, de ordem política e social, que impunha ao mundo o dever da submissão. Era o império romano. Esse sistema de dominação foi denominado 
 
Pax Romana, ou seja, uma ordem de pacificação do mundo da época, por meio da força e da manifestação de poder militar, jurídico, social, cultural e, também, religioso. No vértice desse sistema estava o imperador romano. Essa figura, retratada na expressão “Trono de Satanás” (2.13), representava um enorme perigo para os cristãos, pois eles não se curvavam perante a imagem do imperador para adorá-lo nem participavam dessas práticas idólatras. Podiam ser denunciados, julgados, condenados e mortos, se insistissem em adorar somente a Deus.
COMENTÁRIO: O SISTEMA ECONÔMICO E POLÍTICO EM QUE VIVEMOS (capitalismo e globalização) MANTÉM-SE COMO UM PODER OPRESSOR. UM OLHAR CRÍTICO PODERÁ PERCEBER QUE A RELIGIOSIDADE (TV E MÍDIA EM GERAL) CRIA ÍCONES DE ADORAÇÃO, PARA SEREM VENERADOS, POIS O PODER ECONÔMICO SE IMPÕE SOBRE AS DEMAIS FACETAS DA VIDA (a fé como fonte de lucro precisa desse "trono" para vender a imagem do ídolo). Fico pensando na indignação que tais formas religiosas devem produzir em Deus. O marketing religioso vai formando novos "ídolos" para a desonra ao único Senhor.
A PORTA ABERTA:
UM CONVITE AO ENCONTRO COM DEUS
(4.1)


COMENTÁRIO: Deus está no seu lugar de direito, Soberano que é, sobre a sua criação. Mas, diferentemente dos "deuses" mitológicos, ele não está distante. Ele se comunica (revelação) conosco na cruz, possibilita o diálogo da fé. Nesse diálogo, Deus nos respeita como seres livres, e espera nossa resposta voluntária à proposta de comunhão.


A VISÃO DO TRONO:
IMAGEM DE ESPERANÇA
(4.2)

Comentário: João liga a imagem da esperança ao trono de Deus. São várias as imagens que me vêm à mente: olhar para o trono (dirigir-se a Deus, em humilde arrependimento); achegar-se para junto do trono (assumir com fé o compromisso com o Deus da salvação); Assentar-se com o Senhor no trono (participar, com o rei Jesus, das bênçãos celestiais, no fim de tudo).


A SALVAÇÃO EMANA DO TRONO

Os cristãos da Ásia Menor estavam sendo atacados, espiritual e fisicamente, naquele tempo. As cartas às igrejas identificam isso. Leia sobre alguns deles e, depois, identifique o texto em que aparecem (e vale a pena comparar com nossa vida e desafios, espiritualmente falando!):
Comentários: 
1. Falsos ensinos (Nicolaítas, Jezabel), promovendo desordem e corrupção espiritual - 
Textos bíblicos: Ap 2.6,15,20.
Desafio: Buscar a santificação do corpo e evitar apegos idólatras no mundo.

2. O trono de Satanás e a testemunha executada por causa de sua fé - 


Textos bíblicos: Ap 2.13
Desafio: Perceber os perigos espirituais e enfrentar os inimigos de Deus, com oração e firme testemunho.

3. Sinagoga de Satanás, indicando dificuldades nas relações sociais com judeus helenistas -


Textos bíblicos: Ap 2.9; 3.9.
Desafio: Nos relacionarmos com pessoas realmente salvas. Obs.: a situação aqui descrita não é repetível, mas uma circunstância ocasional. Penso, mal comparando, na seguinte dificuldade: pessoas que se dizem cristãos e não o são, embora vivam no meio da igreja e produzem dificuldades de relacionamentos, distúrbios, conflitos.

4. Tribulação e pobreza material – se as moedas cunhadas por Roma tinham imagens do imperador e das divindades gregas (Mars (deus da guerra), Victoria (deusa da paz), a deusa Roma, isso torna a circulação monetária difícil para os cristãos 
Texto: Ap 2.9
Desafios: Contentar-nos com nossas posses, no sentido de não nos envolvermos em dívidas por causa do consumismo exacerbado. Realizar negócios de modo santo, não aceitando nem praticando corrupção, custe o que custar.  

GLÓRIA E MAJESTADE EMANAM DO TRONO
(4.3,5)

“E aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda” (v.3) – João tem uma visão da glória de Deus, simbolizada no esplendor de brilho e cores das pedras preciosas. A imagem de um arco-íris nos remete ao Gênesis, quando Deus fez com Noé o pacto de preservação da vida e da salvação. “E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões” (v.5) – Simbolizam o juízo de Deus sobre a criação, no anúncio da salvação. Deus se faz ouvir em sua grandeza e excelso poder. O “mar” sinalizava a separação da criação, corrompida pelo pecado, de Deus. Justiça e Santidade, aspectos da perfeição moral do Criador, nos são comunicados na pessoa e obra de Jesus, o Cordeiro de Deus, Redentor e Senhor. 

Comentário: Deus é totalmente santo, por isso, o pecado afasto o homem de sua presença. O "mar da separação" é, hoje, o pecado. A cruz, "o barco-ponte". Jesus, o capitão do navio.

 A IGREJA VITORIOSA ADORA AO REDOR DO TRONO
(4.4-8)


Todos os remidos, nos céus e na terra, precisam se curvar diante do Senhor, ensinam os versículos 4 a 8.
Comentário: A essência da vida da igreja é a adoração. A igreja que adora, verdadeiramente, é submissa e santa. Assim, será vivo instrumento de evangelização. Onde não há verdadeira adoração, padece a evangelização. Por outro lado, pode haver evangelicalismo (evangelizar por evangelizar), criando apenas a preocupação de encher templos e arrebanhar conversos, sem o real compromisso da adoração, que se produz na vida de santidade e glorificação do Senhor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SIB da Pavuna 2010 - Clínica de EBD

Foi muito edificante ter ministrado aos professores da SIB da Pavuna, RJ, no sábado passado.


Agradeço à educadora religiosa Denise e desejo ao pastor e sua equipe muito sucesso com a Ponte da Fé, que deverá dirigir o avanço missionário das classes de ensino bíblico.

Foi legal voltar e rever professores que se tornaram parte de minha vida ministerial, depois de um ano.

A turma do ano passado - 2009

domingo, 11 de abril de 2010

Ensinando juniores na EBD


Respondo aqui uma indagação muito frequente: como melhorar meu processo de ensino a juniores?

1° Seja exemplar, um modelo de conduta (Tt 2.7) - Juniores estão de olho em você e vão imita-lo, certamente.

2° Crie um laço de amizade e estreite relacionamentos, pois a força afetiva do ensino compreende grande parte da tarefa. Ofereça o apoio emocional e mantenha sempre o controle de seus sentimentos, mostrando paciência e a tolerância aos excessos deles. Mas seja firme.

3° Deixe espaço para o exercício da autoridade, definindo com eles as regras do comportamento adequado, pois se eles participarem da decisão do que é certo a fazer, será mais fácil controlar seus ímpetos.

4° Use muitos recursos visuais, estimulando a sua fértil imaginação. Eles vão amar.

5° Deixe-os manipular os dados que estão sendo ensinados, dando tarefas que se reportam a situações do dia-a-dia (recorte e colagem; dramatização etc.)

6° Mantenha um diário pedagógico, onde estarão escritos suas percepções e preocupações, suas avaliações dos alunos e desafios para a classe. Essas anotações oferecem os motivos e a agenda de oração.

7° Por fim, mostre os avanços dos alunos para a igreja e, principalmente, para seus familiares, quando poderá entrar em ação sua atividade evangelística, trabalhando para a conversão dos familiares.

O DIRETOR DA EBD - Ações efetivas

Contribuindo para a
formação da equipe de ensino








As principais ações do Diretor da EBD para a melhor formação do pessoal envolvido na tarefa do ensino são, respectivamente:

· A realização de reuniões pedagógicas periódicas (estudo, reflexão, troca de experiência, avaliação e redirecionamento da proposta de trabalho).
· Apresentação da visão panorâmica da Unidade temática em estudo (abordagem dos conceitos principais e levantamento de questões para aprofundamento).
· Realização de cursos que explorem aspectos relacionados à atuação docente (por exemplo, interpretação bíblica; metodologia de ensino, preparação de planos de aula; aprofundamento teológico).
· A organização de uma biblioteca básica, adquirindo, pelo menos, a cada período, um comentário bíblico a respeito do assunto em estudo (a JUERP publica um livro do trimestre, acompanhando o tema da revista de jovens e adultos).
· Proporcionar aos professores textos e materiais complementares, por exemplo, extratos de comentários bíblicos que possam esclarecer o texto a ser estudado.
· Realização de pesquisas de opinião para levantamento das necessidades dos professores.

(Gisele Barreto da Cruz, em A ação pedagógica do diretor da EBD, disponível em http://www.scribd.com/doc/1013126/A-ACAO-PEDAGOGICA-DO-DIRETOR-DA-EBD)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Novo Trimestre para a revista Vivendo

Será uma rica oportunidade de evangelizar os juniores e envolver seus familiares na temática do discipulado.


Comentando a necessidade dos que estudam a Bíblia, penso que precisam saber a utilidade do conteúdo bíblico para suas vidas.

No que se refere ao Apocalipse, por exemplo, será muito útil aos adolescentes entenderem:

1) Que os sofrimentos vividos por eles terão fim, pois o Deus Todo-Poderoso há de desbaratar as forças do mal, em qualquer nível (espiritual, pessoal ou institucional);

2) Que há uma promessa bíblica de segurança para o povo de Deus, a despeito de todas as circunstâncias exteriores;

3) Que vencer é o destino dos fiéis, ainda que essa vitória seja ideológica, ou seja a fé como ideologia de confrontação contra o pecado e o mal.

Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

Um novo trimestre - A Mensagem do Apocalipse

Começamos a postar auxílios para o trimestre da Revista de Adolescentes, 3T2010, sobre o Apocalipse.
Região da Ásia Menor (Atual Turquia), 

com o Mar Mediterrâneo ao Sul.
A Palestina à direita.

(Por satélite)



Uma visão geral do Apocalipse, pelas correntes de interpretação,
pode ser encontrada na exposição segura e ponderada do filólogo e teólogo Luiz Sayão.

Alguns esquemas preservam o idioma inglês, 
pois foram importados com o formato de imagem.

Parabéns ao professor pela importante 
contribuição aberta ao público geral.


Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

terça-feira, 6 de abril de 2010

Fragmento de papiro - 1João 4.11,12,14-17

Olho para este manuscrito grego, do terceiro século depois de Cristo, com admiração, pelo fato de perceber o admirável trabalho dos exegetas que Deus capacitou para a tarefa gigantesca de reconstruir o texto bíblico que temos em nossa posse.

Só o nosso Senhor para garantir o resultado de um texto sólido e fiel, como o que temos em nossa Bíblia.

A Deus toda a Glória!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Criando motivação para o evangelismo na EBD

Ensinar a Palavra de Deus é uma das formas mais agradáveis de evangelizar. 
Quão importante é o evangelismo para você, querido professor? Você se sente motivado a, diariamente, levar Cristo aos perdidos?
Neste artigo, vamos descobrir algumas razões que a Bíblia oferece para nos mantermos motivados na tarefa de evangelizar.

Lucas 19.10 – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

A primeira razão para nos manermos motivados a evangelizar é a terrível condição dos perdidos: morte e separação. Dentre as parábolas empregadas por Lucas, exemplifica a relação perdição e morte o filho pródigo, que representa a condição errante da humanidade em relação ao Pai. Foi dito acerca dele, quando regressou para o convívio paterno: “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado”. Assim é a condição do pecador, morto em delitos e pacados e afastado de Deus e suas bênçãos (Ef 2.1).
As pessoas que conhecemos, e com as quais convivemos, que não têm Cristo como Salvador e Senhor estão nessa condição. Reconhecer esse fato irá, realmente, nos motivar. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para resgatar o pecador dessa terrível condição.

Daniel 12.2 – “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”.

A segunda razão bíblica a nos motivar ao evangelismo é a certeza da eternidade. Não podemos viver como se nossa existência e a de nossos conhecidos fosse acabar coma morte física. A Bíblia afirma que todos os homens vão experimentar a existência eterna, depois da ressurreição, com dois destinos possíveis: a vida eterna, garantida para nós a partir da presença real de Cristo, pela fé, ou o desprezo eterno. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores possam receber o dom da vida eterna, depois desta vida.

2Tessalonicenses 1.9 – “...os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder”.

Neste versículo, Paulo descreve o destino das pessoas que não conhecem a Deus, não lhe obedecem nem ao evangelho de Jesus Cristo: o inferno.
Nós, que ensinamos a Palavra de Deus, devemos levar em conta que está em curso uma certa estilização do inferno, popularizado pelos filmes de Hollywood. Inocentes crianças são descritas a manipular atos de bruxaria e feitiçaria (Harry Potter), heróis que passeiam pelo inferno e voltam (Constantine) e tantos outros efeitos especiais diminuem o sentido real do horror do inferno, como local de banimento eterno, da presença gloriosa de Deus. 
Seremos motivados ao evangelismo se pensarmos que não é esse o destino escolhido por Deus para os seres humanos. Mateus 25.41 afirma que o inferno foi “preparado para o Diabo e seus anjos” e não para os homens. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores possam evitar o trágico destino eterno do inferno.

Isaías 43.11 – “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador”.

A quarta razão a nos motivar ao evangelismo é o caráter exclusivo da salvação em Cristo Jesus. 
Muitas pessoas andam enganadas pela ideia de que, no fim das contas, por seu caráter bondoso, Deus vai salvar todas as pessoas. Isaías estava profetizando a exclusividade de Cristo para a salvação do pecador. Jesus cumpriu a profecia para reafirmar, em seus dias: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14;6).
Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores reconheçam em Jesus Cristo a única esperança de sua existência. Nossos familiares e amigos, por melhores que sejam, em caráter e conduta, não podem escapar dessa prestação de contas, pois Jesus é o Mediador da salvação.

2Coríntios 5.14a; 1Coríntios 13.5b – “Pois o amor de Cristo nos constrange... não busca os seus prórios interesses”.

A quinta razão a nos motivar ao evangelismo é a força propulsora do amor de Cristo em nós. Ser constrangidos pelo amor é o mesmo que ser “governados”, “dirigidos” por ele. O exemplo é o de Cristo que, por amor, deu-se como sacrifício em nosso lugar. Quem ensina a Palavra de Deus deve fazê-lo por amor a Cristo e sua obra. É o resultado natural de um coração agradecido a Deus, pela própria salvação, a renúncia própria em prol do outro, que carece. 
Se afirmamos ter o amor de Deus em nós, certamente, haverá em nós uma preocupação real com os perdidos.

Atos 1.11 – “Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.

Outra excelente razão bíblica a nos motivar ao evangelismo é a promessa do retorno de Cristo. Isso nos leva à urgência de pregar o evangelho enquanto é tempo, pois depois de sua vinda não havará oportunidades de salvação. Jesus vem como juiz.
Somos importantes instrumentos divinos, ao ensinar sua Palavra, cooperando com um Deus que “é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9b).
Você sente o peso dessa responsabilidade, ao ensinar? Deveria. Jesus Cristo insite com os seus filhos a que sejam produtivos, enquanto aguardam o seu retorno: “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mt 24.14).

Efésios 3.10a – “para que agora a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada, por meio da igreja...”

Esse é o jeito de Paulo descrever a tarefa da grande comissão, deixada por Jesus aos discípulos (Mt 28.18-20), e que, agora, é tarefa da igreja.
A Escola Bíblica Dominical é o lugar por excelência da manifestação da sabedoria de Deus, isto é, de como o pecador pode se tornar justo diante de Deus por meio da fé em Cristo.
Você está fazendo bem o seu trabalho? Deveria. Pois cabe aos professores da Palavra de Deus a grande responsabilidade do discipulado (instrução e ensino).

Estas são apenas sete razões que nos levam ao evangelismo sob a forma do ensino. Antes de iniciar sua jornada educacional dominical, pense um pouco em cada uma delas. Depois, escreva uma lista de pessoas que conhece e com quem mantém contato e pense em estratégias que poderá usar para inteirá-las acerca da vontade que Deus tem de salvá-las.
Ore por essas pessoas, diariamente, para que ouçam, para que creiam, para que sejam salvas. E, à media que for percebendo seu progresso, agradeça a Deus pelo provilégio de ser seu instrumento de justiça.


Pastor Davi Freitas de Carvalho
Juerp, RJ


quarta-feira, 31 de março de 2010

ENSINO BÍBLICO: a missão de conduzir pessoas a Cristo

O evangelho é o poder de Deus. Estamos levando esta verdade em conta na hora de ensinar


A lembrança do dínamo que produzia a energia para fazer funcionar o farol da bicicleta que meu pai usava para ir à igreja é uma das mais interessantes imagens de minha infância. 
Penso nisso quando leio Romanos 1.16: “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê...” 
Paulo usa a palavra grega “dunamis” (que deu origem à palavra “dínamo” em nosso idioma) para caracterizar a impactante mensagem do evangelho. Evangelho é poder sobrenatural, capacidade de transformação espiritual produzida no pecador, iluminando o seu caminho como fazia aquele farol de bicicleta.


O professor da EBD deve se considerar tremendamente abençoado com a oportunidade de compartilhar com os seus alunos a mensagem bíblica, que Paulo chama em Romanos de o “dínamo” de Deus. O ministério do ensino útil ao reino de Deus procura transmitir as verdades bíblicas com o propósito específico do evangelho: salvar os pecadores.


Para ensinar com eficácia o poder de Deus (o evangelho de Cristo), o professor deve desejar crescer em santidade e na graça do nosso Senhor Jesus Cristo. Deve insistir, também, que seus alunos façam o mesmo. Viver de modo semelhante a Cristo, na santidade, é moldar nossa personalidade segundo a influência dele. Não nos referimos aos aspectos físico e temperamental de Jesus. Queremos, sim, falar de mudanças psíquicas e espirituais, ou seja, no caráter e no “eu”. Era isso que Paulo ensinava, ao afirmar: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11.1). E, também, ao dizer: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20a). Crescer em santidade é projetar a vida interior (caráter) para a meta “não vivo eu, mas Cristo!”


 Para ensinar com eficácia o poder de Deus (o evangelho de Cristo), o professor não deve ficar satisfeito apenas com a sala de aula cheia, todos os domingos. Antes, deve procurar alcançar vidas em outros horários e por outros meios.


Para ensinar com eficácia o poder de Deus (o evangelho de Cristo), o professor não deve perder tempo lamentando a falta de recursos pessoais ou materiais. Antes, deve ser pró-ativo e interiormente motivado pela capacitação do Espírito Santo na tarefa que está por realizar.
Alguns professores acham, erradamente, que o ensino deve ser coercitivo, forçando o aluno a reagir. Aulas assim são exercícios de autoridade sobre o aluno. Ensinar o poder de Deus é uma tarefa conjunta homem/Espírito Santo. Como pessoas que comunicam, devemos usar um tom de voz agradável, gestos e expressões educadas. O convencer é tarefa do Espírito de Deus. Ele o fará de uma maneira especial, com firmeza, mas respeitando o ser humano em sua decisão. 


Mas o ensino bíblico deve ser dinâmico por causa da sua natureza espiritual: evangelho é poder. O professor da EBD deve mostrar o impacto do poder do evangelho na sua vida, falando com entusiasmo da palavra de Deus e, assim, mexer com os alunos, positivamente. É nossa responsabilidade levar pessoas a Cristo pelo ensino bíblico e cuidar, principalmente, dos novos crentes que aprendem conosco. Aqui vale o “testemunho pessoal” (eles estão de olho na gente) e a oração intercessora (com eles e por eles).


Precisamos pedir a Deus em oração que nos encha de “perseverança” no sacerdócio do ensino, pois não podemos voltar atrás ou desanimar, diante das dificuldades da vida.


O evangelho de Cristo, que ensinamos, é poder perfeito em nós, mas, como somos pecadores e imperfeitos, precisamos estar continuamente em formação (assim como programas de computadores precisam de upgrade contínuo).


Educação sacerdotal continuada é a ênfase. Ninguém pode achar que sabe tudo ou que não pode melhorar, pois o serviço a Deus depende de constante dependência e obediência a ele.


Pastor Davi Freitas de Carvalho
JUERP, RJ
(Texto originalmente produzido para o Jornal da EBD, 2T 2010)