domingo, 11 de abril de 2010

O DIRETOR DA EBD - Ações efetivas

Contribuindo para a
formação da equipe de ensino








As principais ações do Diretor da EBD para a melhor formação do pessoal envolvido na tarefa do ensino são, respectivamente:

· A realização de reuniões pedagógicas periódicas (estudo, reflexão, troca de experiência, avaliação e redirecionamento da proposta de trabalho).
· Apresentação da visão panorâmica da Unidade temática em estudo (abordagem dos conceitos principais e levantamento de questões para aprofundamento).
· Realização de cursos que explorem aspectos relacionados à atuação docente (por exemplo, interpretação bíblica; metodologia de ensino, preparação de planos de aula; aprofundamento teológico).
· A organização de uma biblioteca básica, adquirindo, pelo menos, a cada período, um comentário bíblico a respeito do assunto em estudo (a JUERP publica um livro do trimestre, acompanhando o tema da revista de jovens e adultos).
· Proporcionar aos professores textos e materiais complementares, por exemplo, extratos de comentários bíblicos que possam esclarecer o texto a ser estudado.
· Realização de pesquisas de opinião para levantamento das necessidades dos professores.

(Gisele Barreto da Cruz, em A ação pedagógica do diretor da EBD, disponível em http://www.scribd.com/doc/1013126/A-ACAO-PEDAGOGICA-DO-DIRETOR-DA-EBD)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Novo Trimestre para a revista Vivendo

Será uma rica oportunidade de evangelizar os juniores e envolver seus familiares na temática do discipulado.


Comentando a necessidade dos que estudam a Bíblia, penso que precisam saber a utilidade do conteúdo bíblico para suas vidas.

No que se refere ao Apocalipse, por exemplo, será muito útil aos adolescentes entenderem:

1) Que os sofrimentos vividos por eles terão fim, pois o Deus Todo-Poderoso há de desbaratar as forças do mal, em qualquer nível (espiritual, pessoal ou institucional);

2) Que há uma promessa bíblica de segurança para o povo de Deus, a despeito de todas as circunstâncias exteriores;

3) Que vencer é o destino dos fiéis, ainda que essa vitória seja ideológica, ou seja a fé como ideologia de confrontação contra o pecado e o mal.

Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

Um novo trimestre - A Mensagem do Apocalipse

Começamos a postar auxílios para o trimestre da Revista de Adolescentes, 3T2010, sobre o Apocalipse.
Região da Ásia Menor (Atual Turquia), 

com o Mar Mediterrâneo ao Sul.
A Palestina à direita.

(Por satélite)



Uma visão geral do Apocalipse, pelas correntes de interpretação,
pode ser encontrada na exposição segura e ponderada do filólogo e teólogo Luiz Sayão.

Alguns esquemas preservam o idioma inglês, 
pois foram importados com o formato de imagem.

Parabéns ao professor pela importante 
contribuição aberta ao público geral.


Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

terça-feira, 6 de abril de 2010

Fragmento de papiro - 1João 4.11,12,14-17

Olho para este manuscrito grego, do terceiro século depois de Cristo, com admiração, pelo fato de perceber o admirável trabalho dos exegetas que Deus capacitou para a tarefa gigantesca de reconstruir o texto bíblico que temos em nossa posse.

Só o nosso Senhor para garantir o resultado de um texto sólido e fiel, como o que temos em nossa Bíblia.

A Deus toda a Glória!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Criando motivação para o evangelismo na EBD

Ensinar a Palavra de Deus é uma das formas mais agradáveis de evangelizar. 
Quão importante é o evangelismo para você, querido professor? Você se sente motivado a, diariamente, levar Cristo aos perdidos?
Neste artigo, vamos descobrir algumas razões que a Bíblia oferece para nos mantermos motivados na tarefa de evangelizar.

Lucas 19.10 – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

A primeira razão para nos manermos motivados a evangelizar é a terrível condição dos perdidos: morte e separação. Dentre as parábolas empregadas por Lucas, exemplifica a relação perdição e morte o filho pródigo, que representa a condição errante da humanidade em relação ao Pai. Foi dito acerca dele, quando regressou para o convívio paterno: “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado”. Assim é a condição do pecador, morto em delitos e pacados e afastado de Deus e suas bênçãos (Ef 2.1).
As pessoas que conhecemos, e com as quais convivemos, que não têm Cristo como Salvador e Senhor estão nessa condição. Reconhecer esse fato irá, realmente, nos motivar. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para resgatar o pecador dessa terrível condição.

Daniel 12.2 – “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”.

A segunda razão bíblica a nos motivar ao evangelismo é a certeza da eternidade. Não podemos viver como se nossa existência e a de nossos conhecidos fosse acabar coma morte física. A Bíblia afirma que todos os homens vão experimentar a existência eterna, depois da ressurreição, com dois destinos possíveis: a vida eterna, garantida para nós a partir da presença real de Cristo, pela fé, ou o desprezo eterno. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores possam receber o dom da vida eterna, depois desta vida.

2Tessalonicenses 1.9 – “...os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder”.

Neste versículo, Paulo descreve o destino das pessoas que não conhecem a Deus, não lhe obedecem nem ao evangelho de Jesus Cristo: o inferno.
Nós, que ensinamos a Palavra de Deus, devemos levar em conta que está em curso uma certa estilização do inferno, popularizado pelos filmes de Hollywood. Inocentes crianças são descritas a manipular atos de bruxaria e feitiçaria (Harry Potter), heróis que passeiam pelo inferno e voltam (Constantine) e tantos outros efeitos especiais diminuem o sentido real do horror do inferno, como local de banimento eterno, da presença gloriosa de Deus. 
Seremos motivados ao evangelismo se pensarmos que não é esse o destino escolhido por Deus para os seres humanos. Mateus 25.41 afirma que o inferno foi “preparado para o Diabo e seus anjos” e não para os homens. Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores possam evitar o trágico destino eterno do inferno.

Isaías 43.11 – “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador”.

A quarta razão a nos motivar ao evangelismo é o caráter exclusivo da salvação em Cristo Jesus. 
Muitas pessoas andam enganadas pela ideia de que, no fim das contas, por seu caráter bondoso, Deus vai salvar todas as pessoas. Isaías estava profetizando a exclusividade de Cristo para a salvação do pecador. Jesus cumpriu a profecia para reafirmar, em seus dias: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14;6).
Evangelizamos, pelo ensino da Palavra de Deus, para que os pecadores reconheçam em Jesus Cristo a única esperança de sua existência. Nossos familiares e amigos, por melhores que sejam, em caráter e conduta, não podem escapar dessa prestação de contas, pois Jesus é o Mediador da salvação.

2Coríntios 5.14a; 1Coríntios 13.5b – “Pois o amor de Cristo nos constrange... não busca os seus prórios interesses”.

A quinta razão a nos motivar ao evangelismo é a força propulsora do amor de Cristo em nós. Ser constrangidos pelo amor é o mesmo que ser “governados”, “dirigidos” por ele. O exemplo é o de Cristo que, por amor, deu-se como sacrifício em nosso lugar. Quem ensina a Palavra de Deus deve fazê-lo por amor a Cristo e sua obra. É o resultado natural de um coração agradecido a Deus, pela própria salvação, a renúncia própria em prol do outro, que carece. 
Se afirmamos ter o amor de Deus em nós, certamente, haverá em nós uma preocupação real com os perdidos.

Atos 1.11 – “Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.

Outra excelente razão bíblica a nos motivar ao evangelismo é a promessa do retorno de Cristo. Isso nos leva à urgência de pregar o evangelho enquanto é tempo, pois depois de sua vinda não havará oportunidades de salvação. Jesus vem como juiz.
Somos importantes instrumentos divinos, ao ensinar sua Palavra, cooperando com um Deus que “é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.9b).
Você sente o peso dessa responsabilidade, ao ensinar? Deveria. Jesus Cristo insite com os seus filhos a que sejam produtivos, enquanto aguardam o seu retorno: “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mt 24.14).

Efésios 3.10a – “para que agora a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada, por meio da igreja...”

Esse é o jeito de Paulo descrever a tarefa da grande comissão, deixada por Jesus aos discípulos (Mt 28.18-20), e que, agora, é tarefa da igreja.
A Escola Bíblica Dominical é o lugar por excelência da manifestação da sabedoria de Deus, isto é, de como o pecador pode se tornar justo diante de Deus por meio da fé em Cristo.
Você está fazendo bem o seu trabalho? Deveria. Pois cabe aos professores da Palavra de Deus a grande responsabilidade do discipulado (instrução e ensino).

Estas são apenas sete razões que nos levam ao evangelismo sob a forma do ensino. Antes de iniciar sua jornada educacional dominical, pense um pouco em cada uma delas. Depois, escreva uma lista de pessoas que conhece e com quem mantém contato e pense em estratégias que poderá usar para inteirá-las acerca da vontade que Deus tem de salvá-las.
Ore por essas pessoas, diariamente, para que ouçam, para que creiam, para que sejam salvas. E, à media que for percebendo seu progresso, agradeça a Deus pelo provilégio de ser seu instrumento de justiça.


Pastor Davi Freitas de Carvalho
Juerp, RJ


quarta-feira, 31 de março de 2010

ENSINO BÍBLICO: a missão de conduzir pessoas a Cristo

O evangelho é o poder de Deus. Estamos levando esta verdade em conta na hora de ensinar


A lembrança do dínamo que produzia a energia para fazer funcionar o farol da bicicleta que meu pai usava para ir à igreja é uma das mais interessantes imagens de minha infância. 
Penso nisso quando leio Romanos 1.16: “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê...” 
Paulo usa a palavra grega “dunamis” (que deu origem à palavra “dínamo” em nosso idioma) para caracterizar a impactante mensagem do evangelho. Evangelho é poder sobrenatural, capacidade de transformação espiritual produzida no pecador, iluminando o seu caminho como fazia aquele farol de bicicleta.


O professor da EBD deve se considerar tremendamente abençoado com a oportunidade de compartilhar com os seus alunos a mensagem bíblica, que Paulo chama em Romanos de o “dínamo” de Deus. O ministério do ensino útil ao reino de Deus procura transmitir as verdades bíblicas com o propósito específico do evangelho: salvar os pecadores.


Para ensinar com eficácia o poder de Deus (o evangelho de Cristo), o professor deve desejar crescer em santidade e na graça do nosso Senhor Jesus Cristo. Deve insistir, também, que seus alunos façam o mesmo. Viver de modo semelhante a Cristo, na santidade, é moldar nossa personalidade segundo a influência dele. Não nos referimos aos aspectos físico e temperamental de Jesus. Queremos, sim, falar de mudanças psíquicas e espirituais, ou seja, no caráter e no “eu”. Era isso que Paulo ensinava, ao afirmar: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co 11.1). E, também, ao dizer: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20a). Crescer em santidade é projetar a vida interior (caráter) para a meta “não vivo eu, mas Cristo!”


 Para ensinar com eficácia o poder de Deus (o evangelho de Cristo), o professor não deve ficar satisfeito apenas com a sala de aula cheia, todos os domingos. Antes, deve procurar alcançar vidas em outros horários e por outros meios.


Para ensinar com eficácia o poder de Deus (o evangelho de Cristo), o professor não deve perder tempo lamentando a falta de recursos pessoais ou materiais. Antes, deve ser pró-ativo e interiormente motivado pela capacitação do Espírito Santo na tarefa que está por realizar.
Alguns professores acham, erradamente, que o ensino deve ser coercitivo, forçando o aluno a reagir. Aulas assim são exercícios de autoridade sobre o aluno. Ensinar o poder de Deus é uma tarefa conjunta homem/Espírito Santo. Como pessoas que comunicam, devemos usar um tom de voz agradável, gestos e expressões educadas. O convencer é tarefa do Espírito de Deus. Ele o fará de uma maneira especial, com firmeza, mas respeitando o ser humano em sua decisão. 


Mas o ensino bíblico deve ser dinâmico por causa da sua natureza espiritual: evangelho é poder. O professor da EBD deve mostrar o impacto do poder do evangelho na sua vida, falando com entusiasmo da palavra de Deus e, assim, mexer com os alunos, positivamente. É nossa responsabilidade levar pessoas a Cristo pelo ensino bíblico e cuidar, principalmente, dos novos crentes que aprendem conosco. Aqui vale o “testemunho pessoal” (eles estão de olho na gente) e a oração intercessora (com eles e por eles).


Precisamos pedir a Deus em oração que nos encha de “perseverança” no sacerdócio do ensino, pois não podemos voltar atrás ou desanimar, diante das dificuldades da vida.


O evangelho de Cristo, que ensinamos, é poder perfeito em nós, mas, como somos pecadores e imperfeitos, precisamos estar continuamente em formação (assim como programas de computadores precisam de upgrade contínuo).


Educação sacerdotal continuada é a ênfase. Ninguém pode achar que sabe tudo ou que não pode melhorar, pois o serviço a Deus depende de constante dependência e obediência a ele.


Pastor Davi Freitas de Carvalho
JUERP, RJ
(Texto originalmente produzido para o Jornal da EBD, 2T 2010)



ERRATA REVISTA VIVENDO 1T 2010 PAG 19

Para os que estão utilizando a revista de Juniores da JUERP, Vivendo 1°Trimestre2010, deixo uma errata, pedindo desculpas pelo equívoco na confecção do exercício.


ERRATA VIVENDO 1T2010, pag 19:



segunda-feira, 29 de março de 2010

GPS espiritual

Todos nós conhecemos, hoje, o Global Positioning System (sistema de posicionamento global). É um sistema de localização por satélite, que permite ao condutor do veículo ser orientado em seu trajeto.


Estava eu a analisar a quantas andam as igrejas de Vermont, nos EUA, para melhor me comunicar com uma missionária de lá, Susan Van Deusen, quando dei de cara com um projeto evangelístico da Comunidade Batista de Randolph:


(The Baptist Fellowship of Randolph):
GPS - God's Plan for Sharing - 


Praying - Engaging - Sowing - Harvesting



Em nosso idioma, uma tradução teria que ser "não-literal". Eu traduziria assim:


GPS - Guiados Para Salvar 
Orando - Engajando-se - Semeando - Colhendo
Esse plano nos permitiria ser orientados por Deus, nosso inerrante e poderoso
GPS.

Parabéns ao pastor George, pela iniciativa.


Que tal? Você usa o GPS espiritual?

Novos professores de adultos para a região norte fluminense

A foto que vemos é uma visão geral da classe de professores de adultos, por mim ministrada durante a Clínica de EBD, em Macaé, no sábado passado.

Vivemos momentos alegres e cativantes.

Agradeço ao pastor Gilton, diretor do Centro de Juventude e Cultura Cristã pela oportunidade de compartilhar minhas experiências com o povo Norte fluminense.

Foi a minha 2ª clínica de EBD em 2010.

Preparo-me, agora, para a terceira, que acontecerá no dia 10 de abril, na SIB de Pavuna, RJ, num gentil convite da educadora religiosa Denise.

Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

domingo, 28 de março de 2010

Não deixe a alegria faltar

O que vocês acham que estava acontecendo na igreja para deixar esse pastor tão alegre?
É óbvio: era dia de batismos. Esse é o dia em que o pastor se sente feliz e realizado no ministério.

De fato, não podemos deixar a alegria de fora de nada que fazemos.
Você, que milita na área da educação, como eu, terá muito mais produtividade se encarar as tarefas sorrindo e compartilhando sua felicidade de servir ao Rei Jesus.

Infelizmente, muitas vezes, a alegria se esvai de nossas mãos como os grãos de areia que seguramos. Foi assim com o profeta Jeremias, no pós-cativeiro:

"Alongaste da paz a minha alma; esqueci-me do que seja a felicidade" (3.17)

Se estiver acontecendo isso com você, tenha calma, respire fundo, e afirme para Deus:

"Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra" (Jó 19.25)

Ele está acompanhando com interesse especial tudo o que acontece com você. Mas respeita sua privacidade e individualidade. Está esperando que você fale com ele, pedindo-lhe que aja com poder em seu partido.

Essa fé é imbatível, e traz de volta a alegria perdida.

Graça e paz

quinta-feira, 25 de março de 2010

Homenagens merecidas


Estou muito feliz.

Minha filhota Kariny completa, hoje, 17 anos.
Ela tem sido um bálsamo para a vida de nossa família.
Filha dedicada, amorosa, educadíssima e, acima de tudo, filha de Deus.

Minha oração:
"Que o Senhor te abençoe e guarde, querida".


Aos amigos e irmãos em Cristo, que a conhecem e oram por ela, minha gratidão.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Você é um bom "imitador"?



“Você é a cara de seu pai!” – Foi a frase que ouvi, orgulhoso, alguém dizer para meu filho Arthur. Ainda que o olhar daquela pessoa se dirigia apenas para a forma exterior, meu filho é bastante parecido comigo, também, nas atitudes. É sobre isso que Paulo fala em 1Tessalonicenses 1.6,7: o conceito de mímesis, do grego “miméomai” – imitar, seguir o exemplo de outrem.

Podemos pensar em várias maneiras pelas quais nos tornamos (ou somos tornados) imitadores do Senhor:

(1) Imita Jesus quem assume um papel relevante da obra de Deus, depois de ter respondido afirmativamente ao chamado vocacional. Se você sabe quem é e o que deve fazer no reino de Deus, está dando um passo seguro rumo ao modelo divino para a vida cristã. É o escritor aos Hebreus que argumenta assim: “para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (6.12). Indolência é a atitude de negligência diante da chamada divina, tanto para a salvação como para o serviço cristão, que exige constância.

(2) Imita Jesus quem se comporta como ele. Numa de suas músicas (*), o cantor Fernandinho escreveu:

“Eu quero ser como Jesus 
Eu quero andar como Jesus 
Vou perdoar como Jesus 
Vou me humilhar como Jesus”

Você consegue identificar os aspectos do caráter de Cristo que o cantor quer reproduzir?  Vejamos:

• “Eu quero” aponta para o assumir dos princípios de santidade e caráter divinos para a vida.
• “Andar” é a metáfora para o comportamento, para as escolhas diárias. Creio que seja esse o sentido básico de “imitar” alguém que serve a Deus.
• “Perdoar” é a concretização maior da ação cristã no mundo, pois reproduz o caráter amoroso e misericordioso de Cristo. Você perdoa com facilidade?  Deveria, pois, segundo a Bíblia, devemos oferecer a mesma medida do perdão que Deus nos oferece: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.2).
• “Humilhar-se” não é diminuir-se diante dos demais, sentir-se inferior. Essa atitude é errada. Jesus se humilhou pela total submissão à vontade de Deus, assumindo a forma humana e sacrificando-se por todos os pecadores, ainda que não tivesse nenhuma falta. Quem imita Jesus nesse quesito cumpre as orientações de Pedro: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1Pe 5.6), e de Tiago: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4.10).

(3) imita Jesus quem se sente realizado por poder oferecer ao mundo uma oportunidade de salvação, mesmo pagando um alto preço por isso. Isso é uma tarefa de longo prazo. Os pastores, por exemplo, são (ou deveriam ser) modelos de fé: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” (Hb 13.7).

____
(*) A música tem como título “Semelhantes a Jesus”. Pode ser ouvida no endereço http://letras.terra.com.br/fernandinho/565532/

sábado, 20 de março de 2010

Refletindo sobre o ato educativo na EBD

A trilogia da educação
(Texto de aprofundamento)


Você sabe a diferença entre o ensino secular e o ensino bíblico? Pois o professor cristão precisa estar consciente dessas diferenças para melhor atuar como instrumento de Deus.

Há três aspectos a destacar, apontando para essa diferença:

(1) O objeto e vetor do ensino cristão é o indivíduo em si, uma pessoa — O aluno não é um mero dado estatístico e não deve ser tratado como um “bem” manipulado ao bel-prazer do professor. O ensino começa a partir da experiência do aluno, que oferecerá a base de trabalho do professor.
(2) A igreja é o instrumento da operação eficaz do ensino bíblico — Precisamos evitar a tentação de atuar independentemente, sem prestação de constas ao corpo de Cristo, do qual participamos e a quem servemos como professores da escola bíblica.
(3) O mundo (contexto social, cultural, econômico e político) é o anfiteatro , o ambiente a ser transformado, pela atuação do professor cristão — Essa transformação é operada pelo próprio Deus, sendo os professores os instrumentos divinos, pessoas que Deus convocou e capacitou para a tarefa.

Quais são as implicações dessas descobertas?
Primeiro, cabe a nós, professores da EBD, nos perguntarmos, continuamente, se demonstrando interesse e preocupação com o que acontece com os nossos alunos. As dificuldades deles, seus problemas e necessidades devem ser motivos de oração e de ajuda real. Por isso, ensina a Palavra: “levai as cargas uns dos outros...” (Gl 6.2).
Segundo, é nosso compromisso interagir com os demais envolvidos na igreja com a obra de Deus, seja no ensino ou em qualquer outra atividade. Afinal, somos parte do corpo e não “o corpo”. Deus espera a “justa operação de cada parte (Ef 4.16).
Por fim, devem, os professores da EBD, responder por suas ações, diante da igreja e da sociedade, pois a quem Deus deu muito, muito se lhe cobrará. Essa resposta se dá pelo exemplo, pelo testemunho e, também, pelo discurso (Cl 4.6).


Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

quinta-feira, 18 de março de 2010

AUXÍLIOS DIDÁTICOS: ENSINANDO PROVÉRBIOS


O estudo e a leitura de Provérbios nos permitem vislumbrar os valores de Deus para serem adotados no viver diário.
Mas tal atitude não é uma tarefa fácil, pois o cristianismo anda na contramão da cultura moderna.
Analisando o caso da juventude, por exemplo:

Velocidade, 
liberdade, 
consumo, 
individualidade 
e tecnologia 

Estes são os valores que mais importam para os jovens, segundo pesquisa realizada pela Bridge Research.
Vale a pena pensar que, às vezes, tais valores são um pouco contraditórios quando o assunto é a espiritualidade.

A reflexão religiosa requer um certo tempo, uma parada para repensar a vida e as ações. Por isso, diminua um pouco a velocidade de sua vida, se quiser falar com Deus e, ao mesmo tempo, ouvir dele por meio de sua Palavra.

Ser cristão é ser livre, mas essa liberdade se refere à soltura das amarras do pecado e sua influência. Leva o crente, portanto, para o domínio do Espírito Santo, que resulta em serviço a Deus. Em suma, somos livres para servir. Infelizmente, às vezes, os jovens preferem usar a liberdade recebida como ocasião para pecar. Isso é viver na contramão da vontade de Deus. Faz mal à saúde espiritual.

Consumir é da natureza do sistema capitalista. Mas é perigoso consumir por consumir, sem adotar critérios racionais como, por exemplo, nunca gastar mais do que o orçamento permite.
As grandes empresas, também, sabem que os jovens usam e abusam das tecnologias disponíveis e os perseguem nas redes sociais onde eles mais atuam, caso do Youtube, Twitter, Orkut e Facebook. Por isso, cuidado para não se tornar uma vítima do consumo desenfreado.

Você precisa entender que ser cristão é ter valores superiores, emanados do próprio Deus, em sua Palavra, com ciência, prazer pela vida, altruísmo e fé. Assuma os valores de Deus, o quanto antes, para alcançar a verdadeira felicidade.

AUXÍLIOS DIDÁTICOS: para quem ensina sobre a criação

Vale a pena explorar visualmente o tópico criação, quando se ensina Gênesis 1,2.
Um bom método, creio, é fazer números bem grandes e colocar as imagens dos atos criativos de Deus dentro.









É tiro e queda.

Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ

segunda-feira, 15 de março de 2010

AGENDA PASTORAL

Aos amados irmãos e amigos, deixo minha agenda Março/abril de 2010:

Março 2010
Dias 9 a 12 - Estive acompanhando o desenrolar da Assembléia da Associação Batista Queimadense.
Dia 13 - Preguei no 50º aniversário da Igreja Batista do Bairro Inconfidência (Ass. Bat. Queimadense)
Dia 14 - Manhã - Preguei na Primeira Igreja Batista em Vila Rosali (Apoio às famílias)
Dia 14 - Noite - Preguei na Abertura da Campanha de Missões Mundiais da Segunda Igreja Batista de Queimados.
Dia 27 - Ministrei a adultos na Clínica de Escola Bíblica - Em apoio ao Centro de Juventude e Cultura Cristã, em Macaé, RJ
  
Abril
Dia 10 - Clínica de EBD, na SIB da Pavuna - Associação Norte Carioca - CBC
Dia 25 - Pregação (manhã) - IB Heliópolis, Nova Iguaçu, RJ

Maio

Dia 2 - Pregação (manhã) - Mês do lar - IB Copacabana, Queimados, RJ
Dias 4,11,18 e 25 (Terças, 19h00) - Ministrar curso de interpretação bíblica - IB Heliópolis, Nova Iguaçu, RJ


Pastor Davi Freitas
Queimados, RJ

sexta-feira, 12 de março de 2010

AUXILIOS DIDATICOS EBD: Dialogo e Ação

EBD - Dialogo e Ação: O cultivo da vida interior
Dia 14 de março

Ha 4 aspectos na vida interior saudável do homem:

(1) Seu coração (mente, intelecto, alma) precisa ser cultivado. Assim, cabe ao crente produzir estímulos mentais que sejam propícios à atuação do Espírito de Deus.

- leia mais (mas com qualidade) e repense a vida à luz das novas informações, principalmente, se estiver lendo a Bíblia.

- Seja positivo, pense com a esperança do evangelho, sabendo que tem um Deus cuidando de você, a cada instante.

(2) Seus lábios (o falar, as conversas diárias e, numa paráfrase moderna, o que falamos com os dedos do teclado, nas redes sociais) precisam ser guardados. Li, recentemente, numa dessas redes, uma interrupção no diálogo por uma pessoa que escreveu: “Eu te odeio!” para a outra que gerencia seu espaço. Não usou a voz, mas disse. Um exemplo perfeito de crente que não guarda os lábios... Não podemos usar a oportunidade divina para abençoar e fazer o contrário.

(3) Seus olhos (janela para o mundo, ponto de encontro das imagens e representações culturais que nos influenciam) precisam ser guardados. Não agir assim produz inveja, ciúme, adultério e tantos outros pecados que têm origem na concupiscência (desejo irrefreável) dos olhos. Precisamos aprender a nos conter, para o nosso próprio bem.

(4) Seus pés (os rumos que damos à vida, nossos caminhos e ideologias) precisam ser guardados.
Isso significa saber quem somos (filhos de Deus) e o que estamos fazendo aqui, qual a nossa missão. Não podemos nos desviar do propósito de Deus.

Pastor Davi

JUERP, RJ

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

O abecedário da mulher virtuosa 
(Minha homenagem pastoral às obreiras, no seu dia internacional)


No dia internacional da mulher, saúdo às obreiras que somam esforços na obra de Deus, dignificando o nome de Cristo.


Um texto bíblico interessante, por sua natureza poética, é Provérbios 31.10-31, em que o autor compõe uma poesia com 22 frases, cada uma delas começando com uma letra do alfabeto hebraico, de Álefe (a primeira), a Tau (a vigésima segunda).

Em resumo, com as letras hebraicas,
a mulher "internacional" de Deus, versículo por versículo:



































Agradeço a Deus, diariamente, pelas
MULHERES VIRTUOSAS da minha vida:

Minha esposa amada, Celeste, dádiva divina, 
como afirma seu nome “Do céu”.
Minha filhota, Kariny, minha inspiração.
Minha mãe, Hilda, cujo caráter inspira minha ética e missão.  


Davi Freitas de Carvalho
Pastor batista, há 19 anos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

AUXÍLIOS DIDÁTICOS: para quem ensina Antigo Testamento

Para quem vai ensinar uma panorâmica do Antigo Testamento, num curso básico, 
deixo uma sugestão de um programa de curso para um semestre de aulas.

Se você tem alunos em nível avançado (com conhecimento bíblico em nível de bacharel em teologia), valeria a pena usar seminários (um tema por aluno, ou dupla, ou grupo, dependendo do número).

Temas das aulas

1. Gênesis 1 a 1 (síntese teológica da Bíblia)
2. Movimento patriarcal (da formação do povo hebreu ao cativeiro Egípcio)
3. O êxodo e sua função para a história de Israel
4. Códigos legais (a função da lei na moralidade do povo hebreu)
5. A liga tribal (sob o impacto de lideranças do judiciário)
6. A formação da monarquia (um projeto humano que desentroniza Deus como Rei e Pastor)
7. Textos poéticos e cânticos (o culto em Israel)
8. O movimento profético (antítese à monarquia, num retorno à teocracia)
9. O cativeiro e sua função na história de Israel (Monoteísmo radical)
10. O uso do Antigo Testamento pelos escritores do Novo Testamento (as passagens que marcam a proposta salvífica que são reutilizados e recoloridos pela ótica do Messias, por exemplo, Adão, Abraão, O ÊXODO (que eu diria ser central) etc.

Caso o professor opte pela exposição como método, vale uma atividade extracurricular:

Cada aluno deve escolher como tarefa uma personagem do Antigo Testamento para destacar sua importância para a história bíblica, mas, obrigatoriamente, pelo menos um deles teria que escolher uma mulher (para fugir do caráter androcêntrico das narrativas hebraicas).

Pastor Davi Freitas
JUERP, RJ